Notícias quentinhas, direto da agência Fire.

É brincadeira. A gente não faz trocadilhos infames assim.

19 julho 2011 3 Comentários

Por sua causa comprei um produto ruim

Eu fui naquela loja, comprei aquele produto, consumi aquele serviço. E foi uma experiência nada agradável.  A propaganda dizia que era bom e eu acreditei. Atraíram-me. Mentiram. Alguém já disse por aí que não existe nada pior para um produto ruim do que uma boa propaganda (desculpe não citar a fonte da frase, alguém falou, mas acho que já virou domínio público). Fui e não volto mais.

Enquanto isso, você que tem um bom produto e um bom serviço não me falou nada. Não me informou que tinha algo realmente bom para oferecer. Exatamente aquilo que eu procurava.

E enquanto você ficar com medo, achando que propaganda não é pra sua empresa, o seu concorrente ruim vai continuar convencendo pessoas.

Eu sou e quero ser o seu cliente, mas, por favor, me diga onde te encontrar. Você sabe exatamente o que é importante pra mim, então não deixe que eu entre em outra furada.

Emerson Tononi

 

14 julho 2011 0 Comentário

Queda da Bastilha no Aleixo

A França comemora a Queda da Bastilha. Já no Aleixo, quem caem são os queixos.

O Restaurante Aleixo comemora a Queda da Bastilha com um menu muito especial.

E você tem até sábado para aproveitar. Porque se o lema é liberdade, igualdade e fraternidade, um dia só seria muito pouco.

Ter um cliente como o Aleixo c’est très chic.

22 junho 2011 1 Comentário

Para abrir o apetite e a cabeça

Nesta quarta-feira, véspera de feriado, a equipe da Fire reuniu-se no restaurante Aleixo para discutir temas de vital importância estratégica para o futuro da agência: os mais novos lançamentos em jogos para xbox, os hábitos etílicos de nossa colega da mídia, fofocas do cinema e da política, curiosidades, as grandes celeumas da filosofia. Afinal, uma empresa de publicidade se alimenta das coisas do dia a dia, e quando juntamos pessoas com formações tão diferentes, o cardápio é sempre muito rico.

Em ocasiões como esta, fica claro que a presença mútua é a maior satisfação da equipe, e a gente quase não liga para o prazer de degustar deliciosos pratos em um dos melhores restaurantes da cidade. Mas também é preciso que se reconheça os méritos de nosso cliente: mais do que elogios, o Aleixo merece a sua visita.

Em primeiro lugar, lá o atendimento é excelente. E por mais que a Fire tenha ótimos atendimentos, acredite, eles nunca vão conseguir fazer um salmão com alcaparras como aquele. Além disso, o Aleixo consegue ser sofisticado e ao mesmo tempo leve, tem renomada carta de vinhos, um monte de prêmios no currículo e coisas que você só descobre indo lá. Mas é claro que nada disso se compara com a satisfação de ficar sabendo, em um bate-papo informal, que o He-Man foi criado para ser o desenho do Conan, o bárbaro. Isso não tem preço.

Marcus Vinícius “Passarinho”

 

9 junho 2011 2 Comentários

A melhor do mundo.

Ao ganhar uma bala pensei já tê-la visto em algum lugar. A embalagem amarela cintilante fazendo alusão às cores cítricas do limão e as letras que lembram bem as usadas nas histórias em quadrinhos do fim dos anos 50, me trouxeram uma sensação de proximidade e uma certa nostalgia.

Abri a embalagem e provei o que chamaria de uma marretada na cabeça onde me desorientou por alguns segundos e descrevo que, apesar de acreditar ter uma tolerância alta aos azedos, esta me mostrou que sempre vamos ao encontro do mais forte. Super Lemon é a melhor bala do mundo.

Com esse nome que “quase” é um lugar comum, me mostrou que de dentro daquele minúsculo receptáculo plástico fluorecente e daquela bolinha de mesmos tons sai um soco direto no queixo travando quase a mandíbula e fazendo as lágrimas brotarem timidamente dos olhos. É exatamente isso. A melhor bala do mundo tem um “quê” de mesmice à primeira vista e uma grata surpresa ao colocá-la na boca e ser tomado por uma fina camada de pó de limão e em seguida quase arrebatado, uma sensação de alívio pelo doce que vai se formando contínuamente até o final.

A melhor bala do mundo não tem as pretensões de grafismos exagerados, nem cortes esquisitos, nem formatos esdrúxulos e nem uma embalagem com carinhas bobocas e formas que atualmente poluem o conceito comum.

Se procurar por isso você provavelmente deixará a melhor bala do mundo na gôndola e não levará sua embalagem, até meio tosca (com algumas imagens que até indicam uma “senhorita” Roy Liechtenstein que abre a boca num sonido mudo que deixa claro que ela provou da hard candies Super Lemon) para casa. A empresa (um tanto desconhecida) japonesa the Nobel Confectionery Company que, espantosamente não encontrei muita coisa na web, fez algo que na sua essência é um produto fantástico numa roupagem honesta e com uma duradoura boa lembrança.

A melhor bala do mundo não tem a melhor marca ou a melhor embalagem do mundo mas tem no seu sabor uma das descobertas mais sensacionais do branding – o valor intangível.

 

Claudio França vendo branding em tudo.

8 junho 2011 5 Comentários

Apagando incêndios e queimando o filme

A área de comunicação é muito dinâmica. É por isso que algumas demandas costumam surgir nas agências de publicidade de forma inesperada. Geralmente é algo estratégico para o cliente, motivado pela concorrência ou mudanças de mercado. São necessidades que precisam de respostas rápidas e eficientes, mas não costumam aparecer sempre.

Do outro lado, existem as demandas esperadas e previsíveis. E por estranho que pareça, são os trabalhos que mais geram horas-extras dentro de uma agencia. Por falta de planejamento, muitas vezes eles acabam sendo deixados para a última hora. É aí que entra o chamado “apagar incêndio”. Esse é, aliás, um nome muito bom, se pensarmos que a maioria dos incêndios acontece por imprudência. E que por mais bem apagados que sejam, sempre acabam causando danos, tanto pelo fogo quanto pelos métodos usados para combatê-lo.

Outra coisa que acontece com freqüência é combatermos incêndios mesmo quando não há fogo. Perdeu-se a noção do que é urgente. Capricho de uma sociedade que não sabe o que é esperar. Castigo de agências que se acostumaram a dizer sim, sempre. Precisa-se para ontem, mesmo sem saber por quê. Mesmo sem saber de que. E nesta história perdemos um tempo precioso em refações, descobrindo “porquês”. E o que era urgente fica para a semana seguinte, para o mês seguinte.

Passar noites trabalhando é um fato tão corriqueiro em algumas agências que quase o tomamos como natural. O fato é que, além dos problemas citados, existe um importante agravante: a constante redução das margens de lucro do setor. Ao invés de escolher pela qualidade, a maioria das empresas escolhe suas agências pelos descontos que elas são capazes de oferecer. E aí, para dar conta do serviço, é preciso recorrer às madrugadas, aos fins de semana. Um profissional precisa fazer o trabalho de três. Um job que deveria levar dois dias para ser bem executado, agora precisa sair em uma tarde.

Então, seguem todos completamente iludidos. O cliente acha que pagou menos e recebeu rápido, sem perceber que a economia e a pressa podem estar custando para sua marca mais caro do que imagina. A agência fecha o mês no azul, sem notar que caminha para um abismo, trabalhando cada vez mais, exaurindo seus funcionários e jogando seu portifólio na lama. Apagando incêndios e com o filme queimado. Já aos funcionários, resta pagar suas contas e aproveitar o falso glamour de uma profissão cada vez mais desgastante, competitiva e que, para a maioria, acaba aos quarenta.

Marcus Vinícius “Passarinho” é redator da Fire, uma agência que acredita que neurônios queimam melhor dentro do expediente.

Confira na próxima semana uma nova visão sobre esse debate.