Começou no dia 29 de setembro e vai até 12 de outubro a 5ª Bienal Capixaba do Livro, no Shopping Norte-Sul. O evento contará com a presença de alguns escritores nacionais, espaço para escritores capixabas, palestras variadas durante todo o dia e muita programação para crianças. Além disso, é uma excelente oportunidade de adquirir volumes com descontos muito bons.
Tenho acumulado nos últimos meses um grande número de aquisições não lidas. Minha fome nessa área é sempre maior que minha capacidade digestiva. Mesmo assim fui atrás de algum achado casual, e acabei encontrando um cara parecido comigo: uma ratazana chamada Firmin, de Sam Savage. O livro chamou minha atenção pelo formato inusitado: tem uma faca especial nas bordas, como se obra tivesse sido roída. A contracapa resume a história:
Nascido no porão de uma livraria na Boston dos anos 1960, Firmin aprende a ler devorando as páginas de um livro. Mas, um rato culto é um rato solitário. Marginalizado por sua família, busca a amizade de seu herói, o livreiro, e de um escritor fracassado. À medida que Firmin aperfeiçoa uma fome insaciável pelos livros, sua emoção e seus medos se tornam humanos. Original, brilhante e cheio de alegorias, Firmin esbanja humor e tristeza, encanto e saudade de um mundo que entende o poder redentor da literatura, um mundo que se desvanece deixando para trás um rato com uma alma criativa, uma amizade excepcional e uma livraria bagunçada.

Além do corte especial, a obra também veio em uma caixinha de muito bom gosto, e foi dela que tirei o título aparentemente bizarro do post. Tudo isso pela pechincha de R$9,90. Vale dizer que o livro normal, sem frescura nenhuma, está com valor de capa de R$37,60. Caso você queira levar o seu para casa, o livro está no estande da Editora Leya, apesar de ter sido publicado pela Planeta.
A 5ª Bienal Capixaba do Livro vai até a próxima quarta-feira, não deixe de fazer uma visitinha! Apesar da feira ainda estar distante de eventos do gênero em outros estados, quem é apaixonado por livros certamente não sairá desapontado. Há opções para todos os tipos de paladares, e quem sabe até para abrir seu apetite para coisas novas.

Em tempo: Além do Firmin, arrematei outra obra muito boa pelo mesmo preço: Palavra Cruzada – O Jogo da Entrevista, de Julio Maria. Esse foi no estande da Logos. Trata-se de uma coletânea de 50 ótimas entrevistas com personalidades brasileiras, um acervo de interesse cultural e jornalístico, uma vez que fazer perguntas é uma arte que não é pra qualquer pessoa.
Marcus Vinícius “Passarinho” Paiva