Notícias quentinhas, direto da agência Fire.

É brincadeira. A gente não faz trocadilhos infames assim.

6 março 2008 3 Comentários

Futebol sim. E daí?

futebol

Bom, vamos lá. Nunca escrevi para um blog, mas como esse é da Fire resolvi que vale perder (ou ganhar, dependendo do ponto de vista) algumas horas digitando algo por aqui. Horas porque do jeito que escrevo não sai algo tão cedo. Mas aí vem uma questão importante: sobre o que escrever? Decidi então escrever sobre algo completamente inusitado e pouco valorizado aqui na agência: futebol. Pois é, futebol, o esporte das massas.

Sei que existem mil e uma razões, de sociais a religiosas, para condenarmos esse esporte. Concordo que funciona como uma espécie de “pão e circo” romano (só que sem o pão, claro). E concordo que as pessoas relacionadas ao esporte parecem não ser das mais inteligentes, pelo menos não culturalmente (ledo engano em alguns casos). Tudo isso e muito mais pesa contra gostarmos do futebol. Mas eu gosto muito. Assim como milhões pelo mundo. Pessoas dos tipos mais variados, de diferentes países, línguas, culturas, raças e credos. Algumas coisa de bom o futebol tem que ter.

Sou flamenguista, mas não desses fanáticos malucos que vivem em função do time. Aliás, acho ridículo discussões sobre o esporte embasadas em paixão irracional. Gosto de analisar as partidas racionalmente, quase como se analisa uma partida de xadrez. Claro que torço, grito e xingo – e muito, por sinal – os jogadores quando eles mandam mal (como se eles pudessem ouvir algo). Faz parte da emoção de assistir a um jogo de futebol extravazar em tudo a que se tem direito. Além disso, a partida é realmente emocionante, já que um lance mínimo pode decidir o sucesso ou fracasso de um ano inteiro de trabalho. Quase como a vida.

E é engraçado como esse sucesso ou fracasso afetam o torcedor. É como se o resultado fosse em algum momento afetar de alguma maneira a vida dele também (claro que, em caso de perda, tem a gozação dos amigos que torcem para os times rivais, mas tudo bem). Mas esse orgulho ridículo e sem sentido do time e de suas vitórias e a vergonha mais sem sentido ainda das derrotas fazem parte da graça do esporte. É uma coisa que ninguém consegue explicar, mas todo torcedor sabe bem como é. As estratégias, a imprevisibilidade dos resultados (fato que não se vê em nenhum outro esporte), a torcida e sua cantoria movida por milhares de vozes, a provocação adversária (na dose certa, claro), o gol feito no último segundo, tudo isso e muito mais faz desse esporte um dos espetáculos mais interressantes do mundo.

Por isso não me venham com o papo de que futebol não é legal. É sim. Muito mesmo. E dá-lhe mengão.

Radael Junior

4 março 2008 4 Comentários

No caminho do bem

livros

Até pouco tempo, minha relação com os quadrinhos se restringia a Mônica, Cascão e Cebolinha. Li mais de mil gibis com essa turma e seus amigos. Achava as histórias do Horácio, o dinossauro de braços curtinhos, muito triste e sem sentido para mim, que tinha sete ou oito anos. Gostava do Rolo e da Tina, e do clima que havia entre os dois. Quadrinhos era Maurício de Souza. Não sei a que atribuo essa, digamos, ignorância em relação às HQs. Talvez por ser menina, por ter sido tão fiel a eles, por não ter tido ninguém que me apresentasse a DC Comics ou Marvel.

Felizmente conheci pessoas que me levaram para o caminho da luz. Claudio, Radael, Vlad, meus queridos colegas de trabalho. Graças a eles descobri um novo mundo. Graças a eles conheci o Robert Crumb, Will Weisner, Frank Miller. Sou uma nova pessoa, posso assegurar-lhe. E é isso que quero transmitir aqui. Quero dar meu testemunho. Estou lendo aos poucos diferentes histórias e gostando cada dia mais. Li Maus, o premiado livro de Art Spiegelman, vencedor o prêmio Pulitzer, e fiquei chocada. Chorei uma tarde inteira, não consegui acreditar como é possível contar uma história tão triste em forma de quadrinhos. E agora estou lendo Persépolis, de Marjane Satrapi. Sei que a estrada para o conhecimento das grandes HQs ainda é longo. Mas, pelo jeito, vai ser facinho percorrê-lo.

Elisa Quadros

Vá lá:
http://www.saraiva.com.br

3 março 2008 1 Comentário

Tirem as crianças do museu

http://www.agenciafire.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/exposicao.flv

A Neue Gallery, de Nova Iorque, está fazendo uma bela retrospectiva da obra do austríaco Gustav Klimt. A exposição, que tem a maior coleção de suas obras fora de Viena, traz o lado obscuro do trabalho do artista, muitas vezes também marcado pelo erotismo.

Vale lembrar que Klimt marcou a arte do século XX. Além de fundador da Secessão de Viena, movimento de artistas que protestavam contra o conservadorismo e academicismo da época, Klimt também é uma referência constante para ilustradores e artistas conteporâneos.

Sobre o erotismo, conta-se que Klimt pagava várias prostitutas para que convivessem com ele em seu estúdio e servissem de inspiração para seu trabalho. É claro que essa convivência às vezes acaba em cenas picantes, coisa fácil de se perceber em suas obras e esboços.

Quem um dia tiver a chance de ir a uma exposição das obras do austríaco, já sabe: as crianças têm que ficar em casa.

Marcelo Merçon
(Com consultoria artística de Radael Junior)

29 fevereiro 2008 4 Comentários

Corta o cabelo dele, tun tun

bandinhablog

A história é a seguinte. A Fire fica em um centro comercial pitoresco, com instalações extremamente decentes e confortáveis. O primeiro andar é formado por lojas. E hoje foi dia de liquida tudo, no melhor estilo ‘venda sua mãe, mas compre aqui’. Mas os preços amigáveis e os manequins sem cabeça colocados do lado de fora das lojas foram de longe as maiores atrações desse evento.

Logo de manhã, um som curioso e nostálgico nos fez relembrar os tempos em que éramos losers no colégio. Era uma bandinha marcial. A imaginação foi longe. Pensei naquela banda com formação ensaiada, movimentos coreografados, roupas tradicionais. Corri para a janela e lá estava a banda. Quatro pessoas, com camisetas da promoção, suados, rodando o quarteirão, enfrentando corajosamente um calor amazônico. Só não rolou uma decepção porque a disposição daqueles moços tocaram nossas devastadas almas. E claro, a situação rendeu muita piada. Grandes homens…

À tarde eles voltaram. E dessa vez eram apenas três. Um provavelmentre havia sucumbido às promoções fantásticas que viu pelo caminho. Ou teve uma insolação apenas. Nossos corações saltaram pela boca de alegria com o retorno da bandinha. Decidimos registrar esse momento, que marcou nosso dia e, quiçá, nossas vidas. Como representante eleita por todos – na verdade ninguém quis ir mesmo – entreguei a máquina nas mãos de Vlad e seu assistente, Marcelo, e fui para trás da banda, ser fotografada junto a esses senhores que fizeram a vizinhança ir às janelas, dançando, cantando e jogando papéis cortados, renovados e com suas vidas regozijadas.

Bem, esse final é todo mentira, mas achei bonito terminar assim.

Val

29 fevereiro 2008 2 Comentários

Casa de Alegria – Vai começar a festa

anu_casadealegria_4colx20_bloggA campanha de lançamento da Casa de Alegria começa em março pelo caderno Leve a Vida do jornal A Gazeta. Serão publicadas peças em revistas como Class e Portfolio. É um momento importante para toda a equipe envolvida que acreditou e sonhou junto com os empreendedores do projeto. A proposta do resgate das festas infantis em que a criançada brinca e se diverte com jogos populares, contação de histórias, artesanato e muito mais, fez com que a equipe embarcasse no mundo mágico da imaginação e relembrasse das festas na garagem ou na casa da vovó.

Leonardo Magalhães