26 dezembro 2011 6 Comentários

O pai da criança morreu e ela cresceu.

Os anos passam e a gente também. Muita coisa mudou nos últimos tempos na Fire. Entraram e saíram pessoas, entraram e saíram contas, entraram e saíram problemas resolvidos – SEMPRE. É fácil ficar falando que a gente faz isso e faz aquilo muito bem, que a gente é criativo e sabe produzir coisas maravilhosas, mas falar a verdade, sem frescura, não é fácil. A gente acerta e erra também. Mas o mais importante é perceber quando devemos reconhecer isso. E aqui a gente sabe escutar todas as pessoas e tentamos o máximo possível, ser completamente transparentes com elas também. Aprendemos MUITO com a equipe todos os dias. Cada um tem suas próprias opiniões e ninguém é julgado por pensar diferente. Pelo contrário. A gente estimula isso bastante. Enfim, as mudanças ocorrem, para melhor, para crescermos, para fortalecermos, para nos sensibilizar e até, principalmente, para refletirmos sobre o conceito de maturidade. A Fire é uma empresa composta por pessoas comuns, como eu e você e a gente tem orgulho de ser assim, simples, direto, objetivo, prático e absolutamente claro com todos os nossos colaboradores, fornecedores, aliados, clientes e amigos.

Sei que tudo o que foi dito aqui só poderá ser compreendido completamente por quem faz parte do time hoje, mas vou tentar clarificar: quero agradecer a todos que fazem ou já fizeram parte dessa equipe. Oportunidades vêm, oportunidades vão e novos rostos chegam, outros saem e todos amadurecem – ou não – com tudo isso. Quem comanda essa orquestra? A própria Fire já tem personalidade, forma de atuação, normas, procedimentos e estrutura de operação que independem de uma mente autoritária maior que comande tudo sozinha. De forma alguma. O bom senso ainda é rei na Fire. Aqui não tem essa de “chefe” que manda e só dá as ordens. Todos trabalham. Todos pegam no batente e quem não vive isso com a mesma dedicação dos outros, evidentemente, não fica muito tempo. Realidade dura e direta. A Fire é boazinha, divertidíssima de se trabalhar, cheia de peculiaridades simpáticas, onde todos amam o que fazem, ninguém fica depois do horário se não quiser, não se trabalha nos fins-de-semana, não ficamos no pé de ninguém, mas cada um sabe que TEM QUE PRODUZIR E MUITO, pois por sermos uma equipe reduzida, a necessidade de errar o mínimo possível é determinante. Os nossos aliados clientes querem resultados de verdade. Temos que entregar esses resultados com muito mais relevância do que qualquer preocupação com prêmios, celebrações, festas, fofocas e paparicos. A lei do “sem frescura” é séria: ninguém é seu patrão aqui a não ser você mesmo e a sua capacidade de produzir. Capacidade de liderança em conjunto, personalidade para reconhecer o próprio lugar e sensibilidade para evoluir profissionalmente são fundamentais nesse mercado e na Fire, não é diferente. Acredito até que nunca será.

Tudo isso que escrevo aqui ainda tem o mesmo objetivo claro: reconhecer quem está na Fire hoje. Uma equipe dedicadíssima, comprometidíssima, talentosíssima que vive recebendo propostas de outras agencias que não sabem cuidar de suas próprias equipes e ficam tentando roubar os talentos das outras. É quase que diário isso… que saco… mas não tem problema não, a gente já aprendeu a entender esse comportamento como um “sincero elogio” a toda a Fire, até porque aqui não tem essa de “talento nato que desequilibra o time inteiro”. De maneira alguma: aqui TODOS PARTICIPAM DE TODOS OS PROJETOS, justamente pra que ninguém se sinta “o pai da criança” e reconheça que todos merecem crédito. Por sinal, a gente DETESTA esses “estrelinhas” aqui no nosso meio. Enfim, é assim: quem entra na Fire e veste a camisa, NUNCA QUER SAIR. Tem gente que está na Fire desde o primeiro mês de sua existência. Tem outros que por causa dessa dedicação, empenho e profissionalismo até viraram sócios. E são esses que valorizamos mais. As pessoas que entendem que o mercado hoje quer fidelidade. Não aquele sentimento bobo, cego e sem noção, mas a fidelidade que também quer retribuição – porque não? E nisso a Fire sempre foi uma mãe: ela carrega no colo quem está aqui dentro. Paga bem e investe em quem vive essa paixão que tanto cultivamos. E colhemos também.

Espero que nos próximos anos eu me mantenha atualizado tecnicamente para continuar trabalhando com essas pessoas. Ai de mim se achar que só porque comecei, vou continuar até o final. Final? Que final??? A Fire não tem começo, não tem meio e não tem fim. Ela é exatamente as pessoas que a compõe. Assim, espero continuar apto, afiado, atualizado, focado e pronto para contribuir e MUITO com essa equipe em 2012. E isso vale para todos aqui. Sem frescura.

Ramon Costa Rodrigues | Cozinheiro.

6 Comentários para “O pai da criança morreu e ela cresceu.”

  1. Anonimo 14 fevereiro 2012 at 1:26 PM #

    Texto minucioso, bem escrito e repleto de utopia. O mercado todo sabe que por trás dessa maquiagem toda há uma velha enrugada com um verruga na ponta do nariz que mal sabe o número de magias que sabe fazer.

  2. RamonFire 29 dezembro 2011 at 9:45 AM #

    Bruno, obrigado pela enorme gentileza de suas palavras. Acredito que você compreendou exatamente a essência do conceito que a gente realmente dá mais valor aqui: as pessoas. Não apenas os colabores internos, mas principalmente todos que de alguma forma se relacionam conosco. Acredito que a maneira arrogante que vemos tantas vezes alguns profissionais dessa área se gabarem de terem feito/conquistado/construído aquilo que na verdade foi um trabalho em equipe, foi o que mais destruiu a autoestima de tantos profissionais que lutam bravamente para sair do comum na hora de criar e reinventar a comunicação. Enfim, não acredito que a “criatividade” seja a coisa mais importante em uma agência ou empresa de design. De maneira alguma. Acho que o mais importante é saber escutar os nossos interlocutores e entender sensivelmente a necessidade que cada um deles tem, para poder, aí sim, nos virarmos ao avesso se for necessário, para alcançarmos as respostas que eles precisam para seus projetos.

    Obrigado por ter você também essa sensibilidade de perceber isso, como foi demonstado no seu gentil texto.

    Enorme abraço!!!…

  3. Bruno 27 dezembro 2011 at 5:19 PM #

    Eu comecei a gostar da Fire logo de cara, com o slogan de propaganda sem frescura. Admiro muito o trabalho de vocês e fiquei triste neste Colibri por terem batido na trave diversas vezes. Ganhar sempre é bom. Gostei bastante do texto, e gostei ainda mais de uma particularidade que acredito fazer parte da filosofia de vocês. Enquanto muitas empresas mostram uma grande preocupação com o cliente, com a natureza, com um mundo sustentável, com baleias e o mico leão dourado a Fire sempre valorizou aquilo que muitas empresas se esquecem, o funcionário. Aquele que rala, que vira noite, que dá o melhor para a empresa. Continuem assim! E parabéns por tudo aquilo que ninguém vê.

  4. RamonFire 26 dezembro 2011 at 12:06 PM #

    Uerlle e Ricardo, sou um grande fã da elegância e simpatia de vocês. Ainda vamos trabalhar juntos. Enorme abraço em vocês. Não deixem de vir visitar o nosso cantinho. É apertado e pobre, mas é limpinho.

  5. Ricardo Rocha Miquimba 26 dezembro 2011 at 12:00 PM #

    A verdade verdadeira é uma só: quando a gente quer ser jogador de futebol, quer jogar em Corinthians, Flamengo, Vasco, etc. Quando a gente quer ser ator, quer ir pra Globo. Quando a gente quer ser publicitário, quer ir pra Fire.

    A Fire é referência. Simples assim.

    Abração Ramon !!!!

    #tamujunto

  6. Uerlle Costa 26 dezembro 2011 at 11:23 AM #

    É bom quando é assim! Uma empresa ter essência, ser humana! Saber dos desafios e lidar com isto de forma clara objetiva e o que é melhor com prazer! Que 212 seja melhor que 2011 pra todos vocês! O trabalho de vocês evidencia tudo isto que acabei de ler escrito pelo grande Ramon, cara humilde, simpático, coroa ( mas tudo bem, ele sabe ser um coroa divertido!). Hehe! Abração galera!


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