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14 setembro 2011 5 Comentários

Publicitários vendedores de peixe

Quem acompanha o mercado automotivo ou mesmo o blog da Fire sabe que a Kia vive um excelente momento. É a marca que mais cresce no Brasil. Mas não é só nos resultados financeiros que a empresa tem mostrado vigor. Seus carros têm ganhado sucessivos prêmios em todo o mundo, em categorias como melhor design, consumidores mais satisfeitos, melhor compra, etc.

No embalo da avalanche de boas notícias, a Kia Plena está inaugurando mais uma unidade, agora na Serra. Além da campanha de lançamento da nova loja, a Fire ajuda a concessionária a colocar nas ruas uma nova campanha institucional e de varejo, que tem como tema justamente isso: boas notícias. Filmes, anúncios, identidade visual das lojas e ações de rua usam notícias de jornal para formar as estradas por onde os carros circulam. O resultado é uma comunicação visualmente atraente, que “vende o peixe” com bom gosto e credibilidade. Aliás, enquanto “vendedores de peixe”, uma agência não é muito diferente de um jornal: ou seus argumentos atingem o público-alvo, ou acabam virando o embrulho.

Imagem de Amostra do You Tube

Em breve divulgaremos o filme institucional!

6 setembro 2011 1 Comentário

Sobre espetinhos e diferenças

Novidade é com a gente mesmo, né? Aqui, gostamos de experimentar, ousar, tentar. Fazer diferente. E falando em fazer diferente, tem um cliente novo aqui na Fire que segue por este mesmo caminho. O Spetin Gourmet pegou a descontração do espetinho e, nas mãos de um competente chef, adaptou para a gastronomia mais refinada. O resultado é uma delícia, diferente do que as pessoas estão acostumadas.

Fazer diferente, seja um espetinho ou comunicação, é a chave para se destacar. Assim, uma marca que se diferencia, acaba por ganhar a preferência do consumidor. Não adianta ser apenas mais um. A concorrência é ferrenha e quem não faz nada diferente, vai acabar igualzinho a todo mundo.

E aí? O que você ou sua marca fizeram de diferente hoje?

Emerson Tononi

 

19 agosto 2011 1 Comentário

Campanhas com alma e coração

Diz a sabedoria popular que propaganda é a alma do negócio. Se é assim, podemos dizer, com certeza, que o conceito é a alma da propaganda. É o que dá a ela uma identidade única, resultado da feliz combinação de um profundo conhecimento sobre o negócio do cliente, sobre o público-alvo, e sobre o que se deseja dizer.

Esse é o caso da nova campanha do Gazeta Online, que comemora os seus 15 anos.

Além de matérias nacionais e internacionais, o portal também oferece ao visitante a melhor cobertura regional. E mostrando os fatos que mais influenciam o dia-a-dia do capixaba, o Gazeta Online pode estar muito mais presente em seu cotidiano. Seu conteúdo é o que vemos nas ruas, no trabalho, nos momentos de lazer.

Foi com esse pensamento que surgiu o conceito “o olhar do seu dia a dia”. As peças fundem janelas de computador com janelas reais, em diversos contextos, mostrando a proximidade do portal com o seu público. Além disso, elas procuram retratar uma sociedade cada vez mais conectada, onde o “real” e o “virtual” já são inseparáveis, graças às novas tecnologias da informação.

Mas de nada adianta ter alma se não tiver coração. É ele que faz as coisas acontecerem, aprova as campanhas, tira recursos de onde não havia. No nosso caso, isso significa, por exemplo, conhecer de perto praticamente todas as janelas da vizinhança, mesmo correndo o risco de sermos tomados por criminosos. Isso sem contar os parentes aliciados, os objetos emprestados, a obsessão pelos detalhes, etc.

Confira agora nossa mais nova criação, com direito a filme da Smoke Films (no braço cinematográfico), viagem ao interior do estado e pezinho da Bebel (nosso atendimento).

 

Imagem de Amostra do You Tube

19 julho 2011 3 Comentários

Por sua causa comprei um produto ruim

Eu fui naquela loja, comprei aquele produto, consumi aquele serviço. E foi uma experiência nada agradável.  A propaganda dizia que era bom e eu acreditei. Atraíram-me. Mentiram. Alguém já disse por aí que não existe nada pior para um produto ruim do que uma boa propaganda (desculpe não citar a fonte da frase, alguém falou, mas acho que já virou domínio público). Fui e não volto mais.

Enquanto isso, você que tem um bom produto e um bom serviço não me falou nada. Não me informou que tinha algo realmente bom para oferecer. Exatamente aquilo que eu procurava.

E enquanto você ficar com medo, achando que propaganda não é pra sua empresa, o seu concorrente ruim vai continuar convencendo pessoas.

Eu sou e quero ser o seu cliente, mas, por favor, me diga onde te encontrar. Você sabe exatamente o que é importante pra mim, então não deixe que eu entre em outra furada.

Emerson Tononi

 

8 junho 2011 5 Comentários

Apagando incêndios e queimando o filme

A área de comunicação é muito dinâmica. É por isso que algumas demandas costumam surgir nas agências de publicidade de forma inesperada. Geralmente é algo estratégico para o cliente, motivado pela concorrência ou mudanças de mercado. São necessidades que precisam de respostas rápidas e eficientes, mas não costumam aparecer sempre.

Do outro lado, existem as demandas esperadas e previsíveis. E por estranho que pareça, são os trabalhos que mais geram horas-extras dentro de uma agencia. Por falta de planejamento, muitas vezes eles acabam sendo deixados para a última hora. É aí que entra o chamado “apagar incêndio”. Esse é, aliás, um nome muito bom, se pensarmos que a maioria dos incêndios acontece por imprudência. E que por mais bem apagados que sejam, sempre acabam causando danos, tanto pelo fogo quanto pelos métodos usados para combatê-lo.

Outra coisa que acontece com freqüência é combatermos incêndios mesmo quando não há fogo. Perdeu-se a noção do que é urgente. Capricho de uma sociedade que não sabe o que é esperar. Castigo de agências que se acostumaram a dizer sim, sempre. Precisa-se para ontem, mesmo sem saber por quê. Mesmo sem saber de que. E nesta história perdemos um tempo precioso em refações, descobrindo “porquês”. E o que era urgente fica para a semana seguinte, para o mês seguinte.

Passar noites trabalhando é um fato tão corriqueiro em algumas agências que quase o tomamos como natural. O fato é que, além dos problemas citados, existe um importante agravante: a constante redução das margens de lucro do setor. Ao invés de escolher pela qualidade, a maioria das empresas escolhe suas agências pelos descontos que elas são capazes de oferecer. E aí, para dar conta do serviço, é preciso recorrer às madrugadas, aos fins de semana. Um profissional precisa fazer o trabalho de três. Um job que deveria levar dois dias para ser bem executado, agora precisa sair em uma tarde.

Então, seguem todos completamente iludidos. O cliente acha que pagou menos e recebeu rápido, sem perceber que a economia e a pressa podem estar custando para sua marca mais caro do que imagina. A agência fecha o mês no azul, sem notar que caminha para um abismo, trabalhando cada vez mais, exaurindo seus funcionários e jogando seu portifólio na lama. Apagando incêndios e com o filme queimado. Já aos funcionários, resta pagar suas contas e aproveitar o falso glamour de uma profissão cada vez mais desgastante, competitiva e que, para a maioria, acaba aos quarenta.

Marcus Vinícius “Passarinho” é redator da Fire, uma agência que acredita que neurônios queimam melhor dentro do expediente.

Confira na próxima semana uma nova visão sobre esse debate.