Método Priscila de trabalho
Olá, o programa de hoje vai mostrar como um redator publicitário trabalha. De onde vem a sacada, inspiração, insight, ou simplesmente como faz pra baixar o santo.
A entrevistada de hoje é Priscila Perovano, que há cinco minutos antes deste parágrafo aqui ficar pronto não tinha a menor ideia sobre o que iria escrever neste blog.
E antes do texto chegar ao que interessa, só pra deixar claro mesmo, o que vou contar aqui não precisa ser seguido à risca. Até porque vai saber se com você vai dar certo do jeito que eu faço, né?
Bom, chegou o job. Aí você lê, relê, “re-relê”. E não veio nada na cabeça. Fudeu? Nada. Levanta e vai falar do filme que você viu no fim de semana com alguém. Depois volta pra mesa de novo.
Abre lá o navegador. Vai no Google e digita o assunto do job. Quem sabe algum blogueiro, site de notícias ou até mesmo naquelas respostas idiotas do Yahoo! Respostas você consiga ficar mais por dentro do assunto.
Agora levanta de novo e vai implicar com alguém, falar bobeira ou cantar qualquer coisa. Mas antes tenha certeza que sua voz é boa, assim como a minha. Ráá.
Olha pra página branquinha do Word. Sem desespero. Escreve ali o que vem na cabeça. Pode ser uma palavra, duas, três. Uma frase. Melhor ainda é quando você escreve um parágrafo só com o que vem à mente.
Eu sei. Dá vergonha de digitar tudo isso e alguém ler as baboseiras que você escreveu. Mas relaxa. Designer não fica brincando de desenhar bolinha e quadradinho pra fazer uma logomarca? Diretor de arte não fica testando fotos e fundos ridículos pro cartaz? Você também pode.
Se ainda falta inspiração, corre lá pros anuários. Folheie, folheie, fique querendo se matar por não ter pensado em fazer o anúncio igual ao da página 27 e depois vai lá pegar um cafezinho ou uma água.
Volte pro Word. Olhe pro teto. Lembre da conta do cartão de crédito que vai vencer. Pegue uma revista. Qualquer revista. Levanta da cadeira de novo. Puxa papo com alguém. Inventa um assunto. Coloca uma música (no fone, por favor). Dá uma descarregada no banheiro. Eu prefiro os que tem janela. Mas se não tiver jeito, só se lembre que mais alguém vai usá-lo. Borrife aquela droga do Bom Ar, pelo menos ameniza. Senta de novo. Troque umas palavras com seu dupla, com a tia do café, com o motoboy, com seu amigo imaginário.
É assim que a mente descansa. E é aí que as ideias começam a surgir naquele balãozinho de pensamento que tá aí em cima da cabeça. Daqui a pouco o trem anda. E seu documento do Word ganha mais linhas, mais páginas. E aí vai dar certo. Pelo menos comigo dá.
Tá bom, tá bom. Corta. Chama a vinheta de encerramento porque esse texto já está gigante. Acho que bebi café demais no 9°páragrafo.
(Eu fingindo que tava fingindo que tava trabalhando. Deu pra entender?)
Priscila Perovano
Redatora da FIRE




