De mídia a cineasta em seis minutos
Eu tenho um certo tesão por cinema. Não sou expert no assunto e se quisesse não teria conhecimento para fazer uma crítica honesta de Lagoa Azul. Preguiça, eu assumo. Eu tenho uma tremenda preguiça de ver filmes clássicos ou aqueles que todo mundo diz que eu deveria assistir, mas acho que isso não impede em nada o meu interesse pelo assunto. Afinal de contas eu vejo o que eu quiser (risos).
Eu tenho um ímã que prende minha atenção a coisas bizarras, consideradas repugnantes, anormais, que causam inquietação, nojo, agonia. Portanto, considero mais fácil e atrativo assistir um show do Marilyn Manson do que ver o Kings of Leon (calma! Eu não tenho nada contra o KOL. Adoro a banda). Morri de tédio quando fui com uma ex-namorada assistir Ps. Eu Te Amo e me vinguei fazendo-a assistir Planeta Terror. Me agradam mil vezes mais quatro ou cinco, boas cenas de sangue e atrocidades a duas horas do melhor filme de romance. Enfim, já deu pra perceber o lado obscuro da coisa, né?
No final de 2008 eu tinha um projeto de graduação pra entregar. Um filme na cabeça e uns quatro ou cinco malucos também empolgados em trazer a ideia à tona. União perfeita: eles tinham a experiência e eu tinha a vontade. Além de mídia da Fire, eu escrevia contos no blog http://www.ideiasmiseraveis.blogspot.com , e foi do conto bizarro e sanguinário “Apenas um carro quebrado a distância” que adaptamos o nosso roteiro. Depois disso veio a pré-produção (arrumar um carro batido foi mais difícil que gravar o filme, potz!), storyboard, escolha de elenco, escolha da locação e um ímpar de coisas necessárias pra se fazer um filme.
Tornar o imaginário “realidade” foi uma das coisas mais absurdas e empolgantes que já aconteceram na minha vida. Melhor que heroína, speedball, LSD e chá de fita de vídeo juntos. De mídia a cineasta, de cineasta a coadjuvante. Depois da grotesca maquiagem feita pelo nosso querido Aragão FX (do terror capixaba Mangue Negro) eu vivi um personagem que até tempos atrás só dava as caras na minha imaginação, e ainda pude estar ao lado da minha protagonista e ver tudo que eu imaginava criando forma. Irado demais! Experiência única e extremamente prazerosa que vocês podem conferir aqui.
Teo Netto
Mídia da Fire


Esses dias conversava com amigos sobre filmes das antigas. É aquele tipo de papo nostálgico que começa em Goonies, passa por Viagem ao Mundo dos Sonhos, e termina em Sem Licença Para Dirigir. Nada parece mais divertido do que lembrar como aqueles jovens atores, todos da nossa idade ou geração, tinham mullets e optaram por uma adolescência ultra rock ‘n roll de drogas, badalações e loucuras mil. Viva Corey Feldman e viva River Phoenix (ops, esse último pegou tão pesado que nem adianta dizer “viva”).