Arquivo | Amenidades RSS feed para esta seção

22 abril 2008 2 Comentários

Nerd eu?

Nerd_-_Foto_para_o_POST_-_Ramon

Não bebo, de-tes-to futebol, não curto festas amontoadas de gente e não acho que ir ao shopping seja um “passeio”. Sou quase um alienígena por ser assim. E olha que eu já tentei gostar de algumas dessas coisas só pra ser mais sociável. Pra se ter uma idéia, todas os happy hours da Fire eu sou sempre o primeiríssimo a ir embora. É só eu perceber que o pessoal está ficando mais animadinho com as biritas e que eu estou ficando “pra trás”, que eu racho fora. Mas por que eu sou assim? Sei lá. Nunca fui de seguir padrões. E a vida já me tachou de nerd bem cedo por causa disso. Também, eu ganhei meu primeiro computador aos 11 anos. Daí, pra eu me tornar um “ser anormal” foi um pulinho. Mas quer saber? Tô cagando pra essas coisas que eu não curto.

Eu gosto mesmo é de viajar. Sair de casa e ir a qualquer lugar interessante com minha mulher e meu filho de um aninho. Também me amarro em cozinhar e invisto caro nesse meu hobby. Faço até coleção de panelas (é sério). AMO Cinema e tenho mais de 4000 filmes em minha coleção. Sem falar em leitura, putz, leio praticamente dois livros por semana. Ah, também sou sócio do clube de tiro do estado… Ok, você ainda me acha um alien, né? Não se preocupe, eu tenho consciência disso. Eu estudo duas horas por dia sobre o meu trabalho e todos me dizem que eu deveria relaxar mais. Na verdade, eu é que acho que eles deveriam relaxar menos! Devo ser estranho mesmo. Eu assumo. Afinal, eu respiro, injeto na veia, fumo, engulo livros, apostilas, cursos em DVD, participo de inúmeros foruns e comunidades internacionais e sou tido por todos como um louco obcecado. Pô, mas será que algum dia meus amigos vão entender que eu amo tudo isso? Não quero tentar entender. Eu acredito que evoluir faz parte da vida. Pô, falei que nem um nerd agora, né? Mas tudo bem, eu sou assim mesmo.

Ramon Rodrigues, nerd com orgulho.

29 fevereiro 2008 4 Comentários

Corta o cabelo dele, tun tun

bandinhablog

A história é a seguinte. A Fire fica em um centro comercial pitoresco, com instalações extremamente decentes e confortáveis. O primeiro andar é formado por lojas. E hoje foi dia de liquida tudo, no melhor estilo ‘venda sua mãe, mas compre aqui’. Mas os preços amigáveis e os manequins sem cabeça colocados do lado de fora das lojas foram de longe as maiores atrações desse evento.

Logo de manhã, um som curioso e nostálgico nos fez relembrar os tempos em que éramos losers no colégio. Era uma bandinha marcial. A imaginação foi longe. Pensei naquela banda com formação ensaiada, movimentos coreografados, roupas tradicionais. Corri para a janela e lá estava a banda. Quatro pessoas, com camisetas da promoção, suados, rodando o quarteirão, enfrentando corajosamente um calor amazônico. Só não rolou uma decepção porque a disposição daqueles moços tocaram nossas devastadas almas. E claro, a situação rendeu muita piada. Grandes homens…

À tarde eles voltaram. E dessa vez eram apenas três. Um provavelmentre havia sucumbido às promoções fantásticas que viu pelo caminho. Ou teve uma insolação apenas. Nossos corações saltaram pela boca de alegria com o retorno da bandinha. Decidimos registrar esse momento, que marcou nosso dia e, quiçá, nossas vidas. Como representante eleita por todos – na verdade ninguém quis ir mesmo – entreguei a máquina nas mãos de Vlad e seu assistente, Marcelo, e fui para trás da banda, ser fotografada junto a esses senhores que fizeram a vizinhança ir às janelas, dançando, cantando e jogando papéis cortados, renovados e com suas vidas regozijadas.

Bem, esse final é todo mentira, mas achei bonito terminar assim.

Val